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porque escolhi ter filhos

Atualizado: Fev 24

Oieeee

ontem você me lembrou o meu discurso antes de ter filho… eu defendia a teoria que tinha muito o que fazer por mim, que um filho atrapalha os planos, que não era necessário… a verdade é que esse era um discurso de medo, que eu repetia para mim mesma todos os dias…. medo de me tornar mãe e faltar para o meu filho como a minha mãe faltou para mim. medo de não ver crescer, de não estar presente… era mais fácil fugir e me convencer que era melhor assim.

Um dia alguém me disse que eu mudava de ideia a medida que me acostumava com ela… era na verdade uma crítica pq eu não me agarrava a uma verdade e morria com ela. Fiquei tão ofendida, me senti sem palavra, sem ideal para defender e então, encontrei um texto que falava tanto sobre mim (vou transcrever no final) e era isso. Eu realmente mudava, e que bom que eu mudava. Mudar de ideia, de opinião, de posicionamento é uma boa coisa. você pesa seus próprios argumentos e uma balança e decide que caminho quer seguir a partir daqui. E foi o que eu fiz sobre a maternidade.

Escolher ter um filho é escolher correr riscos. E ao mesmo tempo, temer cada um deles. É acreditar em Deus mais do que jamais foi possível antes, pq Ele nos prova a cada instante que conferimos se nosso bebe ainda respira que Ele cuida daquele serzinho tão precioso.

Então, quando meu filho tinha 3 meses de idade, minha bandeira mudou de “aproveite sua vida” para “ter filhos é uma experiencia UNICA."

Não existe nada no mundo que nos prepare para isso. Ler nos prepara para aprender sobre eles, a identificar sinais e sons, a usar estratégias para que a transição do "eu” para o “nós” seja mais suave possível.

e conversando sobre como é mais difícil para as mães que não tem o privilegio de ter a família por perto, eu entendi pq a maternidade foi uma experiencia tão avassaladora na minha vida.

Eu chorei 3h seguidas quando entrei em casa. Chorei pq pela primeira vez na vida senti falta da mãe que nunca tive, e pq tive pena de mim mesma pq nunca permiti que ninguém ocupasse esse lugar. Sempre me julguei forte o bastante para defender que mãe é insubstituível, e sei que é, mas as vezes a gente precisa engolir certos ideais e se permitir aceitar ajuda.

Um anjo caiu do céu na minha vida. Alguém que mandava comidinhas para uma recém parida e batia na porta para me socorrer quando meu filho se engasgava com meu leite.

Mas calma, essa não é uma história triste, apenas uma história real sobre a vida como ela é - e sobre como podemos aprender com ela.

O Dan é uma luz no meu mundo, que veio para quebrar todas as minhas crenças, que veio me ensinar como é possível me amar mais, ter mais tempo para mim mesma, me sentir útil e ter vontade de dividir com o mundo o quanto ele veio para somar.

Então, minha resposta de hoje para você é que fizemos a escolha mais acertada, mais dolorida, mais sufocante e a mais sublime.

Ser mãe é uma decisão. Amar é uma decisão. E decidir ser mãe sem decidir amar é algo que não funciona.

Obrigada por me lembrar que mudei de ideia. Obrigada por me lembrar que decidi assumir o desafio de assumir meus sonhos e ter coragem para realizar cada um deles.

“…coragem é ir, mesmo com medo”

E o texto, da Martha Medeiros

“Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Sentem-se em casa em qualquer lugar. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor e compram passagens só de ida…”

Espero que faça sentido para você :)

Beijos

Carol

#cartasparaminhasamigas






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